Empreender no agro: 5 aprendizados de uma fintech que saiu do zero para mais de R$ 250 milhões

2/09/2025

A jornada da Culttivo até aqui é, ao mesmo tempo, motivo de orgulho e fonte de aprendizado. Não existe manual para empreender no agro — cada passo é uma mistura de visão de futuro, disciplina diária e a capacidade de tomar decisões quando não há todas as respostas na mesa.

E uma curiosidade: muitas vezes, frases feitas e conhecidas me serviram de guia. Parecem clichês, mas voltam à cabeça justamente nas horas mais difíceis e ajudam a manter disciplina. Compartilho aqui cinco aprendizados que, para mim, se resumem nessas expressões que grudaram e me lembram o caminho certo:

1. Sonhar grande, executar pequeno

Desde o início, sempre sonhamos grande: transformar o crédito no agro de forma inteligente e escalável. Mas aprendemos que é impossível abraçar tudo de uma vez. Foi preciso “comer o elefante em pedaços” e ir “em partes, como Jack, o Estripador”. Esse raciocínio nos ajudou a recortar problemas complexos em entregas menores, rápidas e palpáveis. Cada pedaço bem resolvido abriu espaço para o próximo, e assim fomos construindo um todo muito maior.

2. Testar rápido e barato

No agro e em startups, a inércia é sempre a pior escolha. Descobrimos cedo que “pintar o avião enquanto ele voa” é parte da jornada. É melhor lançar algo que ainda não está 100%, mas que já atende parte da dor, do que esperar pela solução final. Afinal, “feito é melhor que perfeito” e, no fim, até 0,01% de solução é muito mais do que 0,00%. Como diz outra velha máxima, “água parada apodrece”. O segredo está em testar rápido, gastar pouco, ouvir os dados e ajustar com velocidade. A intuição ajuda, mas quem dá a palavra final são os resultados concretos.

3. Produto e time caminham juntos

Com o tempo, entendemos que produto e time não competem em importância — eles caminham juntos. Por isso, passamos a levar a sério a ideia de “contratar caráter e ensinar técnica”. A cultura, como dizia Peter Drucker, “come estratégia no café da manhã”. Um bom produto só ganha mercado com gente comprometida e alinhada, e pessoas talentosas só performam de verdade quando têm um produto sólido nas mãos. O equilíbrio entre esses dois elementos é o que garante crescimento sustentável.

4. Aprender com erros — mas não repeti-los

Errar faz parte de empreender. Afinal, como dizia Einstein, “quem nunca errou, nunca tentou nada novo”. Mas há um limite: “o único erro imperdoável é não aprender com o erro”. Na Culttivo, já pecamos pelo excesso de cautela e também pelo excesso de confiança. O importante foi registrar, entender e seguir em frente sem repetir o mesmo tropeço. Empreender é aceitar os erros como parte do caminho, mas nunca deixar que eles virem hábito.

5. Caixa saudável é oxigênio

No fim do dia, tudo depende do caixa. “Cash is king” não é apenas uma frase de efeito: é realidade. Empresas não quebram por falta de lucro contábil, mas sim porque, como disse Tom Peters, “não é o lucro que quebra a empresa, é o fluxo de caixa”. Aprendemos que liquidez é o oxigênio do negócio. Melhor crescer devagar e respirar com tranquilidade do que acelerar sem reservas e sufocar no meio do caminho.

Conclusão

Chegar a mais de R$ 250 milhões em crédito liberado é um marco, mas é só parte da jornada. O que realmente fica são os aprendizados que essas frases me ajudam a lembrar: sonhar grande e executar pequeno; agir rápido; equilibrar produto e gente; aprender com cada erro; e nunca brincar com caixa.

No fim, empreender no agro não é sobre inventar novas máximas, mas sobre aplicar com disciplina verdades simples. Porque, de todas as frases feitas, existe uma que não sai da cabeça: ficar parado nunca é opção.

 

Por: Gabriel Santos | LinkedIn: Gabriel Santos

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