🔹 Plano Safra 2025/26 cresce apenas 1,5% em relação ao ano anterior
🔹 Juros sobem de até 10,5% para até 12% ao ano — aumento de até 33%
🔹 Venda casada encarece o crédito e eleva o custo efetivo para o produtor
🔹 Fiagro e crédito privado ganham força com mais liberdade e foco no produtor
🔹 Culttivo já opera o maior fundo de crédito privado voltado à cafeicultura
O novo Plano Safra 2025/26 foi anunciado com um total de R$ 516,2 bilhões, apenas 1,5% a mais que o montante da safra anterior. Em um setor onde os custos de produção seguem pressionados, esse crescimento nominal — abaixo da inflação agropecuária — tem pouco efeito prático no campo.
Mas o que mais preocupa é o encarecimento do crédito.
O crédito ficou mais caro para quem mais precisa
As taxas de juros para custeio aumentaram de forma significativa. No ciclo anterior, variavam entre 8% e 10,5% ao ano. Agora, chegam até 12% ao ano, conforme anunciado pelo Ministério da Agricultura.
Isso representa uma alta de até 3,5 pontos percentuais, ou 33% a mais no custo financeiro.
Para grande parte dos produtores, especialmente aqueles que dependem do crédito oficial como pilar do planejamento da safra, esse aumento significa menos margem, mais risco e uma travada nas decisões de investimento.
Na prática, o crédito ficou mais caro e menos eficiente — justamente no momento em que mais se precisa de estímulo.
Venda casada eleva o custo efetivo do crédito
Além dos juros altos, práticas bancárias abusivas continuam onerando o produtor.
A venda casada de produtos financeiros — como títulos de capitalização, aplicações em CDBs e seguros não obrigatórios — segue sendo uma realidade nas negociações com diversas instituições financeiras.
Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), 42% das denúncias anônimas recebidas envolvem esse tipo de exigência.
Na prática, o crédito que deveria financiar a produção é parcialmente desviado para produtos que favorecem os bancos, não o produtor — e isso encarece o custo efetivo total da operação.
O mercado de capitais avança com mais liberdade e propósito
Enquanto o modelo tradicional tropeça em burocracia e distorções, o mercado de capitais cresce com solidez.
Os Fiagros se expandiram mais de 300% em dois anos, atraindo investidores que buscam impacto real e retorno sustentável no agro. Nesse cenário, agfintechs como a Culttivo ganham protagonismo. Com tecnologia, análise ESG e foco em eficiência, a empresa já opera o maior fundo de crédito privado voltado à cafeicultura do Brasil, oferecendo soluções sob medida, sem venda casada e com total transparência.
📌 O agro está dando o recado: quer crédito que funcione — com liberdade, clareza e foco em quem produz.
💭 De que adianta anunciar bilhões, se o dinheiro chega mais caro, mais lento e amarrado?
O agro precisa de:
- Juros equilibrados
- Crédito direto, sem distorções
- Parceiros que jogam junto, e não contra
Por: Gabriel Santos | LinkedIn: Gabriel Santos




