Plano Safra, juros altos e crédito amarrado: o produtor está pagando a conta

3/07/2025

🔹 Plano Safra 2025/26 cresce apenas 1,5% em relação ao ano anterior

🔹 Juros sobem de até 10,5% para até 12% ao ano — aumento de até 33%

🔹 Venda casada encarece o crédito e eleva o custo efetivo para o produtor

🔹 Fiagro e crédito privado ganham força com mais liberdade e foco no produtor

🔹 Culttivo já opera o maior fundo de crédito privado voltado à cafeicultura

O novo Plano Safra 2025/26 foi anunciado com um total de R$ 516,2 bilhões, apenas 1,5% a mais que o montante da safra anterior. Em um setor onde os custos de produção seguem pressionados, esse crescimento nominal — abaixo da inflação agropecuária — tem pouco efeito prático no campo.

Mas o que mais preocupa é o encarecimento do crédito.


O crédito ficou mais caro para quem mais precisa

As taxas de juros para custeio aumentaram de forma significativa. No ciclo anterior, variavam entre 8% e 10,5% ao ano. Agora, chegam até 12% ao ano, conforme anunciado pelo Ministério da Agricultura.

Isso representa uma alta de até 3,5 pontos percentuais, ou 33% a mais no custo financeiro.

Para grande parte dos produtores, especialmente aqueles que dependem do crédito oficial como pilar do planejamento da safra, esse aumento significa menos margem, mais risco e uma travada nas decisões de investimento.

Na prática, o crédito ficou mais caro e menos eficiente — justamente no momento em que mais se precisa de estímulo.


Venda casada eleva o custo efetivo do crédito

Além dos juros altos, práticas bancárias abusivas continuam onerando o produtor.

venda casada de produtos financeiros — como títulos de capitalização, aplicações em CDBs e seguros não obrigatórios — segue sendo uma realidade nas negociações com diversas instituições financeiras.

Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)42% das denúncias anônimas recebidas envolvem esse tipo de exigência.

Na prática, o crédito que deveria financiar a produção é parcialmente desviado para produtos que favorecem os bancos, não o produtor — e isso encarece o custo efetivo total da operação.


O mercado de capitais avança com mais liberdade e propósito

Enquanto o modelo tradicional tropeça em burocracia e distorções, o mercado de capitais cresce com solidez.

Os Fiagros se expandiram mais de 300% em dois anos, atraindo investidores que buscam impacto real e retorno sustentável no agro. Nesse cenário, agfintechs como a Culttivo ganham protagonismo. Com tecnologia, análise ESG e foco em eficiência, a empresa já opera o maior fundo de crédito privado voltado à cafeicultura do Brasil, oferecendo soluções sob medida, sem venda casada e com total transparência.


📌 O agro está dando o recado: quer crédito que funcione — com liberdade, clareza e foco em quem produz.

💭 De que adianta anunciar bilhões, se o dinheiro chega mais caro, mais lento e amarrado?

O agro precisa de:

  • Juros equilibrados
  • Crédito direto, sem distorções
  • Parceiros que jogam junto, e não contra

 

Por: Gabriel Santos |  LinkedIn: Gabriel Santos

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